Seguro cyber na prática: saiba quais são as coberturas essenciais

A cada dia, grandes empresas brasileiras enfrentam uma maré crescente de ameaças digitais. Somente no segundo trimestre de 2024, o número de ataques cibernéticos no Brasil aumentou 67% em relação ao período anterior.

O país tornou-se o terceiro mais visado por ransomware no mundo, e incidentes recentes mostram o potencial devastador: em julho de 2025, um ataque via Pix desviou quase R$ 1 bilhão de uma empresa de tecnologia financeira, afetando diversas instituições conectadas ao sistema. Diante de prejuízos estimados em R$ 2,3 trilhões causados por crimes cibernéticos no último ano, gestores de TI e líderes de segurança buscam novas formas de proteger o negócio.

Dentro dessa perspectiva, o seguro cyber tem sido considerado uma estratégia importante para assegurar a continuidade operacional e mitigar perdas financeiras diante de ataques. Apesar dos riscos em alta, muitas organizações ainda estão desprotegidas. Menos de 40% das instituições financeiras, por exemplo, possuem um seguro contra riscos cibernéticos, mesmo sofrendo, em média, 1.774 ataques semanais no setor bancário.

Em outros segmentos, a adoção de apólices especializadas também está aquém do ideal – um contraste em face do avanço das ameaças. Por outro lado, começa a ocorrer uma mudança de postura: a demanda por seguros de riscos digitais cresceu 12,7% no primeiro semestre de 2024, impulsionada em parte pela vigência da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) e pela conscientização de que incidentes podem gerar multas e responsabilidades legais.

Um levantamento recente da ManageEngine reforça essa tendência positiva, revelando que 63% das empresas brasileiras que sofreram ataques em 2023 acionaram o seguro cibernético contratado, mitigando suas perdas financeiras.

Ou seja, empresas que investiram em proteção de risco conseguiram suportar o impacto dos ataques de forma mais eficaz, contando com suporte financeiro e técnico para a recuperação.

Para que sua empresa colha esses benefícios, entretanto, é fundamental entender na prática o que um seguro cyber cobre, como essas coberturas se aplicam em diferentes setores e de que forma contratar a apólice mais adequada.

A seguir, exploramos em detalhes as coberturas essenciais desse tipo de seguro, exemplos reais de uso no Brasil e dicas técnicas para avaliar e adquirir uma apólice assertiva – incluindo a inovação trazida pela parceria Solo Iron e AIG Seguros, que vem oferecendo soluções robustas sob medida para grandes empresas.

Seguro cyber: coberturas essenciais para o seu negócio

Um seguro cibernético típico abrange um conjunto de coberturas, voltadas tanto aos prejuízos diretos sofridos pela empresa atacada quanto às demandas de terceiros afetados. No mercado brasileiro, as apólices costumam incluir, pelo menos, três eixos principais de cobertura:

Resposta a incidentes e despesas de recuperação: garante o reembolso dos custos de investigação e restauração do ambiente de TI após um ataque. Essa cobertura abrange a contratação de peritos forenses, serviços de TI emergenciais para recuperar dados/sistemas e até serviços de comunicação de crise – por exemplo, apoio de assessoria de imprensa caso o incidente se torne público.

Seguradoras líderes oferecem assistência especializada 24×7 para incidentes, mobilizando equipes treinadas em gerenciamento de crises cibernéticas assim que um sinistro ocorre.

Responsabilidade civil e regulatória (terceiros): cobre as obrigações legais da empresa em decorrência de um incidente cyber. Isso inclui os custos de defesa jurídica em processos civis ou ações regulatórias, bem como eventuais indenizações a terceiros prejudicados e multas administrativas.

No contexto da LGPD, por exemplo, se um vazamento de dados pessoais dos clientes ocorrer, a apólice pode arcar com despesas de resposta exigidas por lei (notificação aos afetados, monitoramento de crédito) e também com multas aplicadas por órgãos como a ANPD, Ministério Público ou Procon.

Essa cobertura protege a empresa contra o impacto financeiro de processos judiciais de clientes ou parceiros e penalidades regulatórias por falhas na segurança ou privacidade.

Danos próprios do segurado (perdas financeiras diretas): diz respeito aos prejuízos internos sofridos pela empresa em função do ataque. O exemplo mais comum é o lucro cessante: se um ransomware paralisa operações ou derruba sistemas de vendas, o seguro indeniza a perda de faturamento resultante do período de interrupção.

Outra parte essencial aqui é a cobertura de extorsão cibernética: em casos de ransomware ou sequestro de dados, a seguradora disponibiliza consultores especializados para avaliar a ameaça, negociar com hackers e até reembolsar valores de resgate pagos pelo desbloqueio de sistemas ou devolução de dados.

Além disso, essa cobertura pode custear despesas adicionais necessárias para retomar as operações, como contratação de serviços temporários, horas extras de equipes de TI ou restauração de backups. Na prática, é um amparo financeiro fundamental para a empresa voltar à normalidade o mais rápido possível, evitando que o incidente se torne uma crise prolongada.

Outras coberturas complementares podem ser incluídas conforme a seguradora e o perfil do cliente. Entre elas, destacam-se: custos de notificação e monitoramento de crédito (para comunicar violações de dados a todos os afetados, cumprindo a lei, e oferecer monitoramento contra fraude a vítimas); restauração de dados eletrônicos (custos para reconstruir bancos de dados ou sistemas danificados no ataque); e gestão de reputação (despesas com relações públicas para reparar danos à imagem da empresa após um incidente).

Aplicação das coberturas em diferentes setores empresariais

Nenhum setor de atividade está imune aos riscos digitais – porém, a maneira como as coberturas do seguro cyber são utilizadas pode variar conforme a natureza do negócio e os tipos de ameaça mais comuns em cada área.

Grandes empresas de finanças, saúde, varejo, indústria e outros segmentos já vêm incorporando o seguro cibernético como parte de sua estratégia de gerenciamento de risco. Vejamos alguns cenários:

Instituições Financeiras: Bancos, fintechs e seguradoras lidam com volumes massivos de dados sensíveis e transações em tempo real, o que os torna alvos prioritários de criminosos digitais. Nesses casos, a cobertura de lucros cessantes é vital – um ataque que derrube serviços online ou indisponibilize o internet banking pode gerar prejuízos milionários por hora. Da mesma forma, a cobertura de fraudes e extorsão auxilia na resposta a ataques como desvio de valores (por exemplo, via Pix) ou ransomware em sistemas críticos.

Ainda assim, estima-se que apenas 30% a 40% das instituições financeiras brasileiras hoje tenham apólices cyber ativas, evidenciando espaço para maior adoção. Para as que contratam, um ponto de atenção é a adequação às exigências regulatórias: o seguro deve cobrir multas de órgãos supervisores (Banco Central, CVM etc.) e suportar auditorias de conformidade, garantindo que, caso ocorra um vazamento de dados de correntistas, a instituição tenha recursos para notificar clientes e lidar com eventuais sanções sem comprometer sua saúde financeira.

Saúde (Hospitais e Clínicas): O setor de saúde maneja informações pessoais sensíveis (prontuários médicos, resultados de exames) regidas por sigilo absoluto. Ataques cibernéticos em hospitais podem tanto expor dados de pacientes quanto interromper sistemas vitais de atendimento.

Assim, as apólices para esse segmento costumam focar fortemente em cobertura de responsabilidade civil e custos de resposta a incidentes: se dados médicos vazarem, o seguro custeia notificações às pessoas afetadas, serviços de proteção de identidade e possíveis indenizações por quebra de privacidade.

Além disso, a continuidade do negócio é crítica – muitos hospitais no Brasil já vivenciaram episódios de ransomware forçando o adiamento de cirurgias e atendimentos. Nesses casos, a cobertura de recuperação de dados e sistemas é aplicada para reconstituir registros eletrônicos de pacientes, e o lucro cessante indeniza perdas decorrentes da suspensão de procedimentos e consultas. A perspectiva técnica aqui é garantir que, mesmo sob ataque, a instituição possa retornar ao pleno funcionamento de forma segura e rápida, minimizando riscos à vida dos pacientes.

Varejo e E-commerce: Empresas de varejo, redes de lojas e plataformas online enfrentam o risco constante de vazamento de dados de clientes (como informações de cartões de crédito) e de interrupções em operações de vendas.

Um ataque à base de dados de uma grande rede varejista pode expor milhões de registros de clientes – caso que exige do segurado tanto ações imediatas de resposta (investigação forense para estancar o vazamento, comunicação transparente ao mercado) quanto proteção jurídica contra eventuais processos coletivos. As coberturas de resposta a incidentes e responsabilidade civil operam conjuntamente nesses episódios: a seguradora aciona equipes de gerenciamento de crise cibernética e arca com os custos de notificações e defesas legais subsequentes.

Já se o ataque assumir a forma de negação de serviço ou ransomware afetando lojas online e pontos de venda, a prioridade passa a ser restabelecer as operações. A cobertura de dados eletrônicos e sistemas financia a restauração de websites, bancos de dados de estoque ou aplicações de PDV, ao passo que o lucro cessante compensa as vendas perdidas no período de inatividade.

Indústria e Infraestrutura: Fábricas, empresas de energia, logística e outras indústrias passaram a adotar tecnologias de automação e IoT, ficando expostas também a invasões em suas redes operacionais.

Um ataque cibernético nesse contexto pode paralisar linhas de produção inteiras ou comprometer a segurança de equipamentos, gerando impactos em cascata. Para esses segmentos, a cobertura de interrupção de negócios (lucros cessantes) é essencial para indenizar a produção perdida durante o downtime não planejado.

Além disso, muitas apólices oferecem serviços de resposta a incidente especializados em OT (tecnologia operacional), incluindo consultores capazes de avaliar rapidamente sistemas SCADA/ICS afetados e orientar a retomada segura da produção.

No caso de setores de infraestrutura crítica, como energia ou telecom, uma preocupação adicional são as potenciais responsabilidades perante terceiros – por exemplo, se uma queda de sistema causada por ataque afetar clientes externos. O seguro cyber pode cobrir essas reclamações, assegurando recursos para pagamentos de multas regulatórias e indenizações contratuais por descumprimento de nível de serviço.

Assim, mesmo setores tradicionais de engenharia se beneficiam de apólices cibernéticas para blindar suas operações contra o inesperado, num cenário em que ataques digitais podem interromper até mesmo atividades do mundo físico.

Vale ressaltar que praticamente todos os segmentos hoje podem se valer do seguro cibernético como ferramenta de proteção. Setores diversos – de governos e educação a ONGs e empresas de tecnologia – já reconhecem que armazenam dados e dependem de sistemas críticos igualmente vulneráveis a ataques.

Cada indústria enfrenta desafios peculiares (sejam eles proteção de propriedade intelectual na tecnologia, defesa contra hacktivismo no governo, ou fraude eletrônica em serviços), mas o princípio subjacente é o mesmo: transferir parte do risco financeiro de um incidente cibernético para uma seguradora, garantindo que, independentemente do setor, a empresa tenha fôlego financeiro e suporte especializado para reagir caso o pior aconteça.

Seguro cyber na prática: exemplos reais de mitigação de prejuízos

As estatísticas de sinistros pagos e casos de uso do seguro cyber no Brasil comprovam seu valor prático na mitigação de danos. Ao menos 63% das empresas atacadas em 2023 conseguiram acionar suas apólices cibernéticas e aliviar as perdas decorrentes do incidente.

Isso significa que, para mais da metade das empresas vítimas, o seguro fez diferença tangível – cobrindo gastos de emergência, recuperando receita perdida ou custeando acordos legais que poderiam, de outra forma, comprometer seriamente o caixa da organização. Um exemplo ilustrativo vem da AIG Seguros, líder desse mercado no país: a companhia foi pioneira ao lançar a primeira apólice de cyber no Brasil em 2012 e atualmente detém cerca de 46% do market share.

Até o momento, a AIG já pagou R$ 74 milhões em indenizações por incidentes cibernéticos a seus clientes corporativos.

Esse montante reflete inúmeros casos reais em que empresas brasileiras foram ressarcidas após ataques – englobando desde sinistros de ransomware, em que o seguro cobriu custos de negociação e até reembolso de resgate pago, até vazamentos de dados, nos quais a seguradora custeou investigações e indenizações a clientes afetados.

Em todos esses episódios, o seguro cyber atuou como colchão financeiro, absorvendo parte do prejuízo e permitindo que as organizações se recuperassem mais rapidamente, com impacto controlado sobre suas finanças. Para dar um panorama mais concreto: imagine uma grande rede varejista nacional cuja loja virtual ficou fora do ar dois dias por um ataque DDoS – as vendas on-line despencaram nesse intervalo.

Com a apólice de cyber ativada, essa empresa pôde contabilizar o lucro cessante e receber indenização pelo faturamento que deixou de obter, mitigando o rombo no resultado do mês. Em paralelo, a seguradora acionou seus especialistas em resposta a incidentes para ajudar a equipe interna a repelir o ataque e fortalecer a infraestrutura contra novas investidas.

Em outro caso, uma companhia do setor de saúde que teve milhares de registros de pacientes expostos num data breach utilizou o seguro para cobrir os gastos da resposta: contratou uma empresa de forense digital para descobrir a origem da falha e corrigir vulnerabilidades, notificou todos os pacientes afetados (com custos de envio de cartas e call center cobertos pela apólice) e arcou com serviços de monitoramento de crédito oferecidos a essas pessoas por 1 ano – tudo pago pela seguradora conforme previsto na cobertura de privacidade e segurança de dados.

Sem essa transferência de custos, a empresa possivelmente teria de cortar investimentos ou enfrentar longas batalhas judiciais, mas com o seguro conseguiu proteger sua reputação e manter a confiança dos clientes enquanto sanava o problema. Histórias de sucesso como essas também servem de aprendizado: empresas que possuíam seguro cyber e um plano de resposta bem definido conseguiram retomar suas operações mais rápido e sofreram impactos financeiros muito menores do que aquelas sem cobertura.

Já quem optou por não contratar enfrentou, em certos casos, consequências severas – algumas chegaram a demorar semanas para normalizar sistemas, perdendo fatias de mercado e gastando milhões do próprio bolso em recuperação.

Como avaliar e contratar uma apólice de seguro cyber de forma assertiva

Dada a relevância do seguro cibernético, a contratação assertiva da apólice – ou seja, escolher a cobertura certa e atender aos requisitos para emissão – torna-se fundamental. Diferentemente de seguros tradicionais, o processo para obter um seguro cyber costuma ser mais detalhado e técnico, muitas vezes descrito pelos especialistas como um verdadeiro processo de auditoria na empresa.

Isso porque as seguradoras irão avaliar em profundidade o nível de segurança da informação da organização antes de assumir o risco. Abaixo, listamos orientações práticas e técnicas para gestores avaliarem e contratarem esse seguro com eficácia:

Mapeie os riscos e necessidades do seu negócio: Antes de cotar uma apólice, faça um levantamento dos principais riscos cibernéticos aos quais sua empresa está exposta. Identifique os cenários de ataque mais prováveis (ex: ransomware em servidores críticos, vazamento de dados de clientes, fraude via phishing) e estime os potenciais impactos financeiros de cada um. Com base nisso, verifique se as coberturas disponíveis em cada apólice atendem às suas necessidades específicas.

Por exemplo, se a empresa depende totalmente de um e-commerce, certifique-se de que a apólice oferece cobertura robusta para interrupção de negócios; se lida com muitos dados pessoais, confira se há cobertura ampla para custos da LGPD e suporte a investigações. Cada seguradora pode ter limites e abrangências diferentes em determinadas coberturas, então alinhe-as com seu apetite de risco e setores críticos do negócio.

Entenda as exclusões e limitações da apólice: Assim como em outros seguros, as apólices cyber trazem cláusulas de exclusão – situações não cobertas, que o cliente precisa conhecer bem. Exemplo: algumas seguradoras podem excluir atos de guerra cibernética ou ataques patrocinados por nações, outras não cobrem multas regulatórias específicas ou falhas causadas por dolo interno.

Leia atentamente as condições gerais e questione o corretor sobre qualquer ponto ambíguo. Conhecer o que não está coberto evita surpresas na hora do sinistro e permite contratar endossos adicionais se necessário. Aproveite para checar também os limites de cobertura para cada item (incidentes, responsabilidade civil, lucros cessantes etc.) e avaliar se os valores são suficientes frente ao porte de sua empresa.

Grandes organizações, por exemplo, talvez precisem de limites elevados (de dezenas ou centenas de milhões de reais), enquanto uma empresa média pode optar por coberturas mais modestas. O importante é que a apólice escolhida tenha capacidade para indenizar os cenários críticos mapeados no passo anterior, dentro de limites realistas de exposição.

Fortaleça a postura de segurança interna antes da contratação: Seguradoras de cyber tendem a oferecer condições melhores (prêmios mais baixos, coberturas amplas) para empresas que demonstram maturidade em cibersegurança.

Por isso, encare o processo de obtenção do seguro como um incentivo para aprimorar suas defesas. Desenvolva políticas claras de segurança, implemente controles de acesso adequados, mantenha backups e planos de resposta a incidentes – muitos desses pontos serão questionados durante a avaliação pré-seguro.

Pesquisas indicam que requisitos como políticas de segurança robustas, gestão de riscos operacionais e conformidade à proteção de dados estão entre os principais critérios analisados pelas seguradoras.

Além disso, promover treinamentos de conscientização para funcionários e manter a equipe de TI atualizada em práticas de proteção ajuda não só a reduzir o risco de ataque (o que já seria benéfico por si só), mas também a diminuir o custo do seguro. Afinal, empresas com menos vulnerabilidades tendem a pagar prêmios menores.

Tenha em mente que a melhoria contínua em segurança não é opcional – após contratar o seguro, mantenha os padrões elevados, pois em caso de sinistro a seguradora poderá investigar se a empresa cumpria as medidas declaradas. Boas práticas bem documentadas são aliadas que garantem tanto a prevenção de incidentes quanto o cumprimento dos termos da apólice, evitando problemas na liquidação de um sinistro futuramente.

Agilidade e transparência no processo de sinistro: Se ocorrer um ataque, acionar o seguro imediatamente é crucial para habilitar o suporte devido. A demora em notificar a seguradora pode acarretar negativa de indenização – um estudo mostrou que atrasar a comunicação do incidente foi responsável por 42% das recusas de cobertura em seguros cyber analisados.

Portanto, tenha procedimentos internos claros: assim que um incidente grave for detectado, envolva o corretor/seguradora nas primeiras 24 horas. Da mesma forma, seja transparente e forneça todas as evidências solicitadas sobre o caso e as medidas de segurança existentes. Outra causa comum de negativas (25% dos casos) é a dificuldade da empresa em comprovar que possuía controles de segurança declarados na apólice.

Para evitar isso, mantenha logs, relatórios de auditoria e registros dos treinamentos realizados – essa documentação poderá ser apresentada para facilitar e agilizar o pagamento da indenização devida. Lembre-se: a seguradora é uma parceira no gerenciamento do incidente, então seguir os protocolos contratuais e cooperar ativamente com as equipes de resposta designadas (peritos, advogados, etc.) garantirá que sua empresa aproveite ao máximo os benefícios do seguro no momento em que mais precisa.

Conte com apoio especializado de corretores e consultorias: Diante da tecnicidade envolvida, é recomendável buscar corretores de seguro ou consultorias especializadas em riscos cibernéticos. Esses profissionais conhecem as ofertas de diferentes seguradoras, auxiliam na comparação de coberturas e, principalmente, entendem as dores do setor de TI.

Eles poderão orientar na calibragem fina da apólice, sugerindo coberturas adicionais pertinentes ao seu ramo (por exemplo, cobertura de fraude via engenharia social, cobertura para danos a terceiros causados por fornecedores de TI, etc.). Além disso, corretores experientes apoiam no preenchimento dos longos questionários técnicos que fazem parte da contratação – algumas seguradoras chegam a ter formulários de 30-40 páginas investigando cada aspecto da segurança da empresa.

Parceria Solo Iron e AIG Seguros: soluções robustas para grandes empresas

Diante da complexidade na contratação do seguro cyber, surgem iniciativas inovadoras no mercado brasileiro para simplificar e aprimorar esse processo. Uma delas é a parceria entre a Solo Iron e a AIG Seguros, que une a expertise de uma empresa especializada em cibersegurança com a experiência de uma gigante global de seguros, visando oferecer uma solução sob medida para grandes organizações.

Essa colaboração estratégica possibilita um modelo de contratação mais ágil e alinhado à realidade local.

Na prática, a apólice resultante dessa parceria oferece duas frentes principais de proteção, cobrindo tanto primeiros riscos quanto responsabilidades a terceiros de forma equilibrada. De um lado, há a cobertura para incidentes contra o próprio segurado – englobando ataques cibernéticos como ransomware (com prejuízos operacionais e paralisação) e lucros cessantes, além de despesas com cumprimento da LGPD (notificações de violação de dados, medidas de remediação).

Do outro lado, contempla os danos a terceiros e obrigações legais – incluindo reclamações de responsabilidade civil, pagamento de multas administrativas, indenizações por vazamento de dados de clientes e custos de defesa jurídica em ações judiciais ou regulatórias. Em resumo, cobre as mesmas categorias essenciais discutidas anteriormente (incidente, indenização de terceiros e perdas próprias), mas com uma abordagem simplificada e adaptada para facilitar o acesso de empresas que antes viam barreiras na contratação.

O grande diferencial da parceria Solo Iron–AIG está na forma de avaliação de risco e contratação da apólice. A Solo Iron incorporou ao processo seu programa PESI (Plano Estratégico de Segurança da Informação), uma metodologia baseada nas diretrizes do NIST (National Institute of Standards and Technology) que realiza um assessment aprofundado da maturidade de segurança da empresa interessada.

Especialistas da Solo Iron examinam controles, políticas, arquitetura e procedimentos do cliente, atribuindo um score de maturidade em segurança com base em padrões internacionais. O relatório detalhado resultante dessa análise é reconhecido pela AIG como evidência de que a organização atingiu um nível adequado de proteção.

Isso substitui em grande parte a auditoria tradicional que a seguradora faria e agiliza tremendamente a subscrição do risco. Como a Solo Iron já entrega à AIG um dossiê de conformidade pronto, atendendo aos requisitos exigidos, o processo de aprovação torna-se praticamente automático – o que antes podia levar semanas ou meses agora é concluído em muito menos tempo.

Outro benefício é a redução de custos: ao demonstrar uma postura de segurança madura, a empresa tende a receber um prêmio mais competitivo. Além disso, o próprio investimento na consultoria da Solo Iron traz um duplo retorno, pois mitiga riscos de incidentes (pela melhoria de segurança implementada) e, simultaneamente, diminui o custo do seguro ao eliminar incertezas da seguradora quanto ao risco envolvido.

Em última análise, o seguro cyber se consolidou como uma ferramenta indispensável de gestão de risco, fornecendo uma camada extra de resiliência para grandes empresas. Mais do que um produto financeiro, trata-se de um componente estratégico: ele garante que, mesmo sob um ataque severo, a organização tenha recursos para responder, recuperar-se rapidamente e prosseguir com suas operações com o mínimo de interrupção.

Ao adotar uma postura proativa, combinando tecnologia, processos e seguro cyber, as empresas constroem uma verdadeira fortaleza contra os ataques digitais. Nesse cenário, gestores e líderes de segurança exercem um papel decisivo ao incorporar o seguro cibernético em seu arsenal: eles não estão apenas comprando uma apólice, mas sim assegurando a continuidade do negócio em um mundo cada vez mais digital e desafiador.

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